Igreja Matriz de São Bento, o que uma serpente tem haver com tudo isso?
Lenda 1
Em 1897 ocorreu na cidade um episódio de coronelismo conhecido como Linchamento dos Britos. Na época, a cidade vivia uma tensão crescente entre os monarquistas e republicanos quando, após uma desavença numa farmácia, o coronel Carvalho (chefe político e líder dos republicanos locais) foi assassinado pelo jornalista sergipano e monarquista, Rosendo de Brito. Presos os Brito (Manoel, tio de Rosendo, apenas presenciara o incidente), a cadeia foi invadida por capangas de rostos cobertos que, em um simulacro de manifestação popular, assassinaram os prisioneiros com requintes de crueldade e violência. Ainda que indiciados, 12 autores do crime foram absolvidos em julgamento recoberto por estratégias de intimidações.
Quando esse lamentável assasinato ocorreu, houve grandes tumultos na cidade e desde então sugiu a lenda:
No decorrer do caminho de onde eles foram assassinados até onde eles foram enterrados (onde hoje é o cemitério Brito) formou-se um rastro, e este rastro se transformou em uma gigantesca serpente que viria para vingar suas mortes. Para manter a serpente presa em terra foi construída em cima dela uma igreja, no caso, a Matriz de São Bento.
Lenda ou não, a construção da igreja jamais foi terminada, gerando o rumor de que a serpente se debatia em baixo da terra tentando sair quando começavam a reformar.
A igreja diz não ter dinheiro o suficiente para terminar a reforma do local.
Lenda 2
Diz a lenda que uma mulher teve um filho indesejado, e o jogou no córrego que ficava em frente à Igreja Matriz de São Bento (atualmente canalizado). A criança se transformou numa serpente que vive no porão da igreja até os dias de hoje e cada vez que a serpente se mexe ela derruba uma parte da Igreja que nunca fica pronta.
A cada oito anos, durante sete minutos a serpente acordaria, derrubando um pedaço da Igreja. A mesma lenda diz que a cabeça da serpente está na igreja e o rabo no Cemitério dos Britos, esse é um dos motivos pelo qual há uma águia, um animal que não faz parte da fauna brasileira, no chafariz de fronte a Igreja. Esta deveria caçar a serpente quando ela acordar.
Fontes: Acervo Municipal Rodolpho Telarolli. Biblioteca Municipal Mario de Andrade. Comércio Araraquara. Teresa Cristina Telarolli
http://www.redecim.com.br/group/lendascontos
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