Com novo pacote aerodinâmico, Ipiranga Racing acredita no pódio

Fotos de Carsten Horst/Hyset

Na segunda etapa da temporada 2025 da Stock Car, em Cascavel (PR), Cesar Ramos e Thiago Camilo, em 8º e 14º, foram os melhores pilotos com os SUVs da Toyota no grid de largada, e repetiram a façanha na corrida principal, com Cesar recebendo a bandeira quadriculada em 7º e Camilo em 8º lugar. Como previsto no regulamento, para equalizar o desempenho entre as marcas, a Toyota chegará à terceira etapa da temporada, no próximo fim de semana, no Velopark (RS), com 5mm a menos de altura em relação ao solo (a altura mínima baseline passa de 75mm para 70mm) e 10kg a menos de peso mínimo em relação aos carros da Mitsubishi, que vêm dominando a temporada.

O chefe da Ipiranga Racing, Guiga Gonçalves, diz que todo o trabalho da equipe é para continuar sendo a melhor Toyota do grid, e com isso e mais o pacote aerodinâmico, disputar o pódio e quem sabe vitórias no Rio Grande do Sul. Mas analisa que as condições serão bastante diferentes em relação às primeiras etapas.

“O Velopark é uma pista bem diferente das duas primeiras. O calendário começou bastante diversificado. Interlagos é uma pista clássica, que tem de tudo um pouco, subidas, curvas de alta e baixa. Cascavel que é uma pista de média horária muito alta, mas sem freadas importantes, com curvas de alta muito desafiadoras. E agora vamos para o Velopark, que talvez seja o oposto: bem travada, velocidade média baixa, curvas com velocidade muito baixa. Então a gente precisa entender se essas diferenças vão ser a mesmas que a gente encontrava no carro 2025 comparando ao 2024 em relação às outras pistas. O motor turbo faz com que seja diferente a reação dos carros nas saídas de curva com velocidade mais baixa, então a gente precisa dar uma prioridade pra isso nos primeiros treinos, entender essa reação, e daí em diante dar prioridade à performance.

Os carros estão evoluindo muito no aspecto da montagem e funcionamento. Em Interlagos estava difícil dar algumas voltas sem problemas, em Cascavel a gente já conseguiu passar ileso, e creio que no Velopark a gente já deve poder se dedicar 100% à performance do carro, o que é muito bom. Isso aconteceu até relativamente cedo na temporada.

Para essa etapa também existe o fator da temperatura, as previsões meteorológicas apontam para dias bem mais frios que em Interlagos e Cascavel, e isso também impacta o acerto do carro, principalmente em relação à temperatura dos pneus. Essa é uma pista difícil de gerar temperatura nos pneus, vai ser uma frente de trabalho diferente para se trabalhar, sobretudo na classificação”.

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