O fim de semana do brasileiro foi marcado por desafios em Ontário, exaltar o trabalho da equipe e manter o otimismo para sequência da temporada.
A etapa da IMSA Michelin Pilot Challenge neste fim de semana foi marcada por uma sequência de desafios para a equipe do piloto Celso Neto (AMED / Dipromed / LS Interbank / SODI USA by Velocity Racing / Stallion Motorsports). O Canadian Tire Motorsport Park, em Ontário, no Canadá, recebeu as equipes para as disputas da 6ª etapa do ano. Mesmo sem alcançar o resultado esperado, Celso deixou a pista com confiança, já projetando a próxima corrida.
Dividindo o comando do Cupra Leon VZ número 77 da categoria TCR com o também brasileiro Raphael Reis, Celso Neto iniciou a programação de forma bastante promissora. A dupla mostrou excelente ritmo logo na primeira sessão de treinos livres, registrando a segunda melhor marca da atividade e confirmando o potencial do conjunto para lutar pelas primeiras posições.
No entanto, o segundo treino livre mudou completamente o cenário da equipe. Enquanto Raphael Reis buscava melhorar seu tempo de volta, acabou perdendo o controle do carro e sofreu uma forte batida contra o muro. Apesar da violência do impacto, o piloto saiu bem, enquanto a equipe iniciou uma verdadeira operação de reconstrução do carro para garantir a participação no restante da programação. A dedicação do time foi determinante para manter viva a possibilidade de disputar a corrida.
Celso Neto fez questão de destacar o empenho de todos os profissionais envolvidos no trabalho de recuperação do carro. “O Rafinha infelizmente teve uma batida muito forte no treino 2, bateu no muro a 150 km por hora. A equipe passou a noite inteira, das 5 da tarde até o dia seguinte, 7 da manhã, reconstruindo toda a dianteira do carro. Deu certo e saímos para o Qualy”, destacou o piloto.
Na sessão classificatória, entretanto, um novo contratempo apareceu justamente quando o carro tinha condições de buscar uma posição ainda melhor no grid. Um vazamento no câmbio fez com que óleo atingisse os pneus, comprometendo a aderência e dificultando o desempenho de Raphael Reis durante suas voltas rápidas. Mesmo enfrentando essa situação adversa, o brasileiro conseguiu garantir a 8ª colocação, assegurando um lugar na quarta fila do grid.
Quando na corrida, a dupla mostrou novamente competitividade. O carro número 77 rapidamente ganhou uma posição, avançando para o 7º lugar na categoria TCR. A estratégia de boxes foi eficiente e, durante o período de bandeira amarela, Celso Neto assumiu o volante retornando à pista na 2ª colocação, recolocando a equipe na disputa por um resultado expressivo.
Entretanto, o automobilismo voltou a mostrar seu lado imprevisível. Logo após assumir o carro, Celso enfrentou um outro problema. Um parafuso da suspensão quebrou ainda na primeira curva percorrida pelo piloto brasileiro, comprometendo completamente o conjunto e tornando impossível manter um ritmo competitivo.
“Infelizmente logo na primeira curva que eu fiz, após o pit, quebrou um parafuso da suspensão. Eu fiquei com a suspensão completamente avariada. Retornei ao box muito lento. Para arrumar demoraria uns 15 minutos. Então, por questão de segurança e também questão de desgaste no carro, equipamento e tudo mais, decidimos com a equipe abandonar a prova e já estávamos muitas voltas longe dos líderes. Então, foi isso!”, explicou o Celso.
Sem tempo para lamentações, Celso Neto já tem o foco voltado para a sequência da temporada da IMSA Michelin Pilot Challenge. No próximo dia 30 de julho será disputada a 7ª etapa do campeonato no circuito de Road America, em Elkhart Lake, Wisconsin.
Foto: KMCom / Manuel Agüero
Texto por Kako Marques / KMCom Assessoria
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